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Bento 16 quer visitar a Terra Santa "em tempos de paz"

da France Presse

O papa Bento 16 quer visitar a Terra Santa, se possível "em tempos de paz", porque uma tal viagem "responde a um verdadeiro desejo" e lhe permitiria transmitir "uma mensagem", declarou em entrevista às televisões alemãs.

O papa expressou preocupação com o futuro dos cristãos do Oriente, recordando que "o cristianismo começou no Oriente Médio".

"Há um grande perigo de que estes lugares nos quais o cristianismo tem suas origens fiquem sem os cristãos. Acho que devemos ajudá-los muito para que permaneçam lá", acrescentou Bento 16.

Bento 16 pediu também "a todos os cristãos e a todos os que se sentem ligados à palavra da Santa Sé para que ajudem a mobilizar as forças que acham que a guerra é a pior das soluções", em referência ao conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah.

Segundo o texto divulgado neste domingo pelo Vaticano, o papa afirmou que não se sente "forte o suficiente para acrescentar" a sua agenda "grandes viagens". "Mas devo fazê-lo no caso daquelas que me permitam transmitir mensagem ou representem um grande desejo", disse.

"Gostaria de ir à Terra Santa e espero poder visitá-la em tempos de paz", acrescentou.

Escrito por Alexandre Carvalho às 11h47
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Bento 16 volta a pedir fim imediato de hostilidades no Oriente Médio

da Efe, no Vaticano
da Folha Online

O papa Bento 16 renovou nesta quarta-feira seu pedido "urgente para o fim imediato de todas as hostilidades e todas as violências no Oriente Médio", considerando que "nada pode justificar o derramamento de sangue inocente, venha de onde vier".

O papa pediu à comunidade internacional e "a todos os que estão envolvidos diretamente nesta tragédia que criem o mais rápido possível as condições para um definitiva solução política da crise, "capaz de proporcionar um futuro mais sereno e seguro às gerações vindouras".

Bento 16 fez esse pedido durante a tradicional audiência das quartas-feiras na praça São Pedro e convidou a todos a "continuar rezando pela querida e torturada região do Oriente Médio".

"Nossos olhos estão cheios das horríveis imagens de corpos feridos de tantas pessoas, sobretudo de crianças; penso, em particular, em Qana, no Líbano", acrescentou.

O estopim da atual onda de violência entre Israel e Líbano foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo no último dia 12 pelo Hizbollah. A ação deixou ainda oitos soldados israelenses e dois membros do Hizbollah mortos. Desde então, Israel ataca o Líbano por ar, terra e mar.

O Hizbollah também lança dezenas de foguetes Katyusha contra o norte de Israel diariamente. O saldo de vítimas é de mais de 600 mortos no Líbano [dos quais cerca de 520 são civis, e inclui sete brasileiros] e 55 israelenses [20 civis].


Escrito por Alexandre Carvalho às 17h18
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Papa Bento 16 pede cessar-fogo imediato de guerra entre Israel e o Hizbollah

da Folha Online

O Papa Bento 16 pediu neste domingo um cessar-fogo imediato no Oriente Médio.

"Em nome de Deus, me dirijo a todos os responsáveis por essa espiral de violência, para que as armas sejam depostas imediatamente por todas as partes", disse antes da benção dominical do Angelus, celebrada em Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas, perto de Roma. "Peço aos governantes e às instituições internacionais que não poupem nenhum esforço para obter o necessário fim das hostilidades, para o começo da construção, por meio do diálogo, de uma convivência estável e duradoura entre todos os povos do Oriente Médio."

Hoje, um bombardeio de Israel a um vilarejo no sul do Líbano deixou mais de 50 mortos, dos quais cerca de 20 eram crianças. O Hizbollah afirmou que o ataque "muda o curso da guerra" e que ele não ficará impune.

A "cada vez mais grave e trágica" situação no Oriente Médio mostra "que não se pode criar uma nova ordem e edificar uma paz autêntica quando se recorre ao instrumento da violência", disse Bento 16 a milhares de peregrinos. Ele denunciou as "centenas de mortos, os muitíssimos feridos e a massa enorme de refugiados" causados pelo conflito, "ao passo que, no coração de muitos, o ódio e a vontade de vingança parecem crescer".

O papa pediu ainda que continue e seja intensificado o envio de ajuda humanitária à população afetada e que Deus "conceda paz a essa região e ao mundo inteiro".

No domingo passado, em Les Combes, localidade nos alpes italianos onde passou a primeira parte de suas férias de verão, Bento 16 já havia se pronunciado pelo fim imediato dos combates.

Com agências internacionais

Escrito por Alexandre Carvalho às 17h14
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Vaticano pede para mundo não ser "indiferente à violência"

da Ansa, em Roma

O jornal vaticano "Osservatore Romano" dedicou novamente especial atenção ao sofrimento de civis no conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah e afirmou que esta "escalada cotidiana de violência e mortes não pode e não deve tornar as pessoas indiferentes."

No editorial, que será publicado neste domingo, o jornal recorda também os numerosos pedidos de imediato cessar-fogo pronunciados pelo papa Bento 16.

O último desses pedidos do papa foi feito na sexta-feira, quando o pontífice deixava Les Combes ao término de suas férias em Valle de Aosta, para viajar ao Castel Gandolfo, a poucos quilômetros de Roma.

O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo pelo Hizbollah no último dia 12. Desde o início dos confrontos, a violência já deixou cerca de 450 mortos no Líbano --entre eles, mais de 385 civis, 20 soldados libaneses e 35 terroristas-- e mais de 52 mortos em Israel, sendo 19 civis. Entre os mortos no Líbano, há sete cidadãos brasileiros, três deles crianças.

Escrito por Alexandre Carvalho às 17h12
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Papa Bento 16 faz apelo por cessar-fogo imediato no Líbano

da Efe, na Cidade do Vaticano

O papa Bento 16 fez neste domingo na cidade alpina italiana de Les Combes um apelo às partes envolvidas no conflito no Oriente Médio para que os combates cessem 'imediatamente' e para que seja permitido o envio de ajuda humanitária aos civis atingidos na região.

Bento 16 --que pediu que este domingo seja de preces e penitências pelo cessar-fogo entre israelenses e libaneses-- defendeu que com a ajuda da comunidade internacional se busquem as "vias para o diálogo".

"Renovo com força o chamado às partes em conflito pelo cessar-fogo imediato e para que se permita o envio de ajuda humanitária e para que com a ajuda da comunidade internacional se busquem caminhos para o começo das negociações", disse o papa perante milhares de pessoas reunidas em Les Combes, no Vale de Aosta, para a prece do Ângelus.

O papa acrescentou que "aproveitava" a ocasião para "reafirmar o direito dos libaneses à integridade e à soberania de seu país, o direito dos israelenses a viver em paz em seu Estado e o direito dos palestinos a ter uma pátria livre e soberana", como sempre defendeu o Vaticano.

Bento 16 disse que se sente "muito próximo" da população civil desarmada, "injustamente golpeada em um conflito do qual só são vítimas". O papa fez menção à população da Galiléia, "obrigada a viver nos refúgios", e "às grandes multidões de libaneses, que mais uma vez vêem destruído seu país e tiveram que abandonar tudo para buscar escapatória em outras partes".

O pontífice elevou a Deus uma "dolorida prece" para que as aspirações de paz "da grande maioria" da população possam ser alcançadas o mais rápido possível, "graças ao compromisso das autoridades".

Ajuda

Ele fez também um chamado a todas as organizações de caridade para que levem a esses povoados "a expressão concreta da solidariedade".

Frente ao agravamento da situação no Oriente Médio, o Conselho Pontifício "Cor Unum", que se encarrega de distribuir a caridade do papa, já enviou em nome de Bento 16 uma primeira ajuda para socorrer os milhares de desabrigados.

A ajuda pretende iniciar um projeto da Caritas do Líbano, a Custódia da Terra Santa e outros fundações católicas para abastecer esses povoados de colchões, cobertores, lençóis, água potável, alimentos, remédios e produtos higiênicos.

O Conselho Pontifício também abriu uma conta em um banco italiano para recolher fundos para as áreas libanesas afetadas pela ofensiva militar israelense.

Oração

Bento 16 lembrou hoje que, na quinta-feira passada (20), 'frente ao agravamento' da situação no Oriente Médio, convocou os fiéis, especialmente os das três religiões monoteístas (cristãos, judeus e muçulmanos), para que dediquem o dia de hoje a rezar pela paz na região.

Seu chamado foi divulgado pelas igrejas locais, que hoje organizaram momentos de preces.

O papa colocou "toda a humanidade" nas mãos de Deus e fez votos para que as rezas de todos os fiéis sirvam para que "os amados povos do Oriente Médio sejam capazes de abandonar o confronto armado e construam com a audácia do diálogo uma paz justa e duradoura".

Ele expressou, nos últimos dias, sua satisfação com a abertura de um corredor humanitário no Líbano e acrescentou que após esta medida a seguinte tinha que ser a 'trégua imediata'.

O papa também afirmou que embora o Vaticano "não entre em política", faz todo o possível pela paz. Na semana passada, o deputado Saad Hariri --filho do ex-premiê assassinado Rafik Hariri --reuniu-se com o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Angelo Sodano, a quem o libanês pediu ajuda para um cessar-fogo em seu país após os ataques de Israel.

Escrito por Alexandre Carvalho às 17h07
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Papa elogia decisão de abrir um corredor humanitário no Líbano

da France Presse, em Roma
da Efe, em em Nova York

O papa Bento 16 saudou nesta sexta-feira a abertura de um corredor humanitário no Líbano e afirmou esperar que uma trégua seja acordada imediatamente depois.

"Acredito que a abertura de um corredor humanitário já é um fato positivo. Esperamos que uma trégua ocorra imediatamente depois de sua inauguração", declarou o papa à imprensa em Les Combes, no Vale d'Aosta (norte), onde passa as férias.

Bento 16 lembrou o dia de prece em favor da paz no Oriente Médio, para o qual convidou os fiéis.

"É um gesto diante de Deus, mas que também é percebido pelos homens. Espero que ele também seja notado pelos responsáveis políticos", disse.

Compromisso

Israel se comprometeu nesta sexta-feira a permitir a entrada de ajuda humanitária no Líbano através de corredores humanitários, enquanto suas operações militares continuam contra o grupo terrorista libanês Hizbollah.

O embaixador de Israel na ONU (Organização das Nações Unidas), Dan Gillerman, voltou a afirmar que seu governo tem conhecimento da deterioração da situação humanitária no Líbano e decidiu abrir passagens terrestres para a distribuição de alimentos, remédios e outros bens básicos.

"Eu gostaria de informar ao Conselho [de Segurança] que vamos estabelecer um corredor humanitário de entrada e saída para satisfazer às necessidades da população libanesa atingida", afirmou o diplomata israelense.

Gillerman fez o anúncio durante discurso diante do Conselho de Segurança (CS), reunido hoje para analisar a crise no Líbano. No texto do discurso distribuído previamente à imprensa não constava o compromisso de estabelecer corredores humanitários.

"Pela maneira com que Israel anunciou sua aceitação de um corredor humanitário, parece que temos de homenageá-la, por sua solidariedade depois de toda a destruição que causou no Líbano e dos bloqueios aos comboios de ajuda humanitária", respondeu imediatamente o representante do Líbano, Nouhad Mahmoud.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, assim como a maioria dos membros do CS, havia pedido a Israel que permitisse a criação de corredores humanitários.



Escrito por Alexandre Carvalho às 17h05
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O Papa lembra sua viagem a Alemanha e espera que a JMJ produza abundantes vocações

  

Diante de 7.000 pessoas que lotavam a Sala Paulo VI, o Papa Bento XVI dedicou a tradicional Audiência Geral das quartas-feiras a lembrar, emocionado, sua recente viagem à Alemanha, especialmente seu encontro com os milhares de jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude.

"Como o amado João Paulo II estava acostumado a fazer depois de cada peregrinação apostólica, também eu gostaria hoje, com vocês, percorrer os dias transcorridos em Colônia com ocasião da Jornada Mundial da Juventude", disse o Pontífice no início da audiência. "Do fundo de meu coração –continuou o Papa- dou graças a Deus pelo dom desta peregrinação, da qual conservarei em memória".

Ao referir-se aos "milhares e milhares de jovens com os quais tive o primeiro encontro oficial, chamado oportunamente ‘festa da acolhida’", o Santo Padre assinalou que "foram precisamente os Magos quem guiaram àqueles jovens peregrinos até Cristo". "Quão significativo é que tudo isto tenha acontecido enquanto nos encaminhamos para a conclusão do Ano Eucarístico querido por João Paulo", acrescentou.

O Papa elogiou a devoção dos jovens presentes na JMJ, especialmente, durante a vigília do sábado, que incluiu uma Adoração eucarística; mas teve palavras especialmente sentidas ao comentar seu encontro com os seminaristas, "jovens a um seguimento mais radical de Cristo, Mestre e Pastor".

"Quis que existisse um momento específico dedicado a eles, para destacar a dimensão vocacional típica das Jornadas Mundiais da Juventude", disse o Santo Padre; e acrescentou que não poucas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada surgiram, nestes vinte anos, precisamente durante as Jornadas Mundiais da Juventude, ocasiões privilegiadas nas quais o Espírito Santo faz sentir seu chamado".

Diálogo Inter-religioso

Ao abordar o diálogo ecumênico, o Papa se referiu a seu encontro com a comunidade evangélica, e augurou que "o diálogo, como intercâmbio recíproco de dons, e não só de palavra, contribua para fazer crescer e amaturecer aquela ‘sinfonia’ ordenada e harmônica que é a unidade católica".

"Em tal perspectiva –acrescentou-, as Jornadas Mundiais da Juventude representam um válido ‘laboratório’ ecumênico".

Bento XVI também lembrou com afeto a visita à Sinagoga de Colônia. "Com os irmãos judeus recordei a Shoà, e o 60° aniversário da libertação dos campos de concentração nazistas".

Sobre a reunião com as comunidades muçulmanas, o Papa comentou que lhes manifestou "as esperanças e as preocupações do difícil momento histórico que estamos vivendo, esperando que sejam extirpados o fanatismo e a violência e que juntos se possa colaborar em defender sempre a dignidade da pessoa humana e em tutelar os direitos fundamentais".

Finalmente, o Santo Padre destacou que "no coração da velha a Europa, que conheceu horrendos conflitos e regimes desumanos, os jovens relançaram à humanidade de nosso tempo, a mensagem da esperança que não desilude porque se apóia na Palavra de Deus".

"Esperemos que os jovens de Colônia levem com eles a luz de Cristo, que é verdade e amor, e a difundam por todos os lugares para que possamos assistir a uma primavera de esperança na Alemanha, Europa e em todo mundo", concluiu.



Escrito por Alexandre Carvalho às 14h25
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Papa aceita dialogar com católicos dissidentes

Bento XVI e o monsenhor Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo excomungado arcebispo Marcel Lefebvre, fizeram hoje um encontro em que expressaram seu desejo mútuo de aproximação para se chegar a uma "perfeita comunhão".

 

O porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro Valls, disse que a audiência, realizada na residência pontifícia de Castelgandolfo, aconteceu "em um clima de amor pela Igreja e de desejo de se chegar à perfeita comunhão".  

A ultraconservadora fraternidade dos "lefebvrianos", como são conhecidos os seguidores do cismático arcebispo Lefebvre, se opõe ao reformismo do Concílio Vaticano II e assegura ter 200 mil fiéis, a metade deles na França.
 

EFE


Escrito por Alexandre Carvalho às 09h37
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Casa em que Bento XVI nasceu recebe oferta de 5 mi

A disputa para comprar a casa onde Joseph Ratzinger nasceu, na cidade bávara de Marktl am Inn, atingiu uma oferta máxima de cinco milhões de euros, depois que atual dona do imóvel recebeu 30 propostas.

As ofertas procedem da pátria do papa, a Alemanha, e também dos Estados Unidos e dos países árabes. O prazo de apresentação de propostas acabou às 00h00 (horário local).

Segundo uma porta-voz da proprietária, serão abertas negociações com seis ofertantes, dos que sairá o "ganhador" em cerca de quatro semanas.

Markt am Inn, a cidade natal de Bento XVI, enfrenta uma "febre papal" desde a eleição do sucessor de João Paulo II, em abril.

Claudia Dald, uma dona de casa que adquiriu o imóvel há dois anos, decidiu colocá-lo à venda pouco depois da sucessão, cansada da quantidade de jornalistas interessados em visitar seu interior.

Ratzinger só viveu seus dois primeiros anos de vida na casa, construída em 1700 e que está sob a proteção do patrimônio histórico.

A prefeitura quer que a casa seja utilizada como museu, assim como ocorreu com a de Karol Wojtyla na cidade polonesa de Wadowice.
 

EFE


Escrito por Alexandre Carvalho às 09h36
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Visita à Alemanha muda imagem de Bento XVI

Quando o papa João Paulo II fez a primeira visita de volta à sua Polônia natal, em 1979, seu inimigo era o comunismo e seu objetivo era derrotá-lo. Os compatriotas poloneses desafiaram tanto seus líderes que eles acabaram tendo que deixar o poder.

A primeira visita do papa Bento XVI à sua terra natal teve um tipo diferente de objetivo. Ele tinha que superar a própria reputação, difundida no país que melhor o conhece, de ser a figura no mais alto cargo de uma Igreja ultrapassada.

 

Bento XVI nunca poderia esperar que fosse inspirar os alemães como o fez João Paulo em relação aos poloneses, já que os povos, a política e a história dos dois países são extremamente diferentes.

Mas depois de uma atuação impecável no Dia Mundial da Juventude, o pontífice de 78 anos deixou de lado sua antiga imagem e mostrou para os críticos uma nova visão da Igreja que comanda.

O cardeal Karl Lehmann, chefe da conferência de bispos da Alemanha e que muitas vezes combateu o compatriota conservador, parecia satisfeito no domingo, após o final dos quatro dias de visita do papa.

"O papa eliminou muito do que prejudicava sua reputação neste país nos últimos anos", disse.

A imprensa alemã, bastante crítica ao ex-cardeal Joseph Ratzinger no passado, gostou da maneira despretensiosa com a qual o papa lidou com o encontro de jovens e de seus encontros sensatos com judeus, protestantes e muçulmanos.

"Este papa ¿ que rejeita tudo o que os jovens normalmente gostam de fazer ¿ é plenamente aceito por eles", escreveu o jornal Neue Presse em Hanover.

Bento XVI conquistou sua reputação de ser duro ao combater a Teologia da Libertação na América Latina e ao silenciar teólogos críticos enquanto foi o responsável pela fiscalização doutrinária do Vaticano de 1981 até abril deste ano.

 

O efeito foi devastador na Alemanha, onde teólogos como Hans Kueng são estrelas de mídia. Quando Bento foi eleito, muitos alemães torceram o nariz porque suas opiniões dogmáticas eram contrárias à auto-imagem secular e progressista do país.
 

Reuters


Escrito por Alexandre Carvalho às 09h34
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