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Bento 16 volta a pedir fim imediato de hostilidades no Oriente Médio

da Efe, no Vaticano
da Folha Online

O papa Bento 16 renovou nesta quarta-feira seu pedido "urgente para o fim imediato de todas as hostilidades e todas as violências no Oriente Médio", considerando que "nada pode justificar o derramamento de sangue inocente, venha de onde vier".

O papa pediu à comunidade internacional e "a todos os que estão envolvidos diretamente nesta tragédia que criem o mais rápido possível as condições para um definitiva solução política da crise, "capaz de proporcionar um futuro mais sereno e seguro às gerações vindouras".

Bento 16 fez esse pedido durante a tradicional audiência das quartas-feiras na praça São Pedro e convidou a todos a "continuar rezando pela querida e torturada região do Oriente Médio".

"Nossos olhos estão cheios das horríveis imagens de corpos feridos de tantas pessoas, sobretudo de crianças; penso, em particular, em Qana, no Líbano", acrescentou.

O estopim da atual onda de violência entre Israel e Líbano foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo no último dia 12 pelo Hizbollah. A ação deixou ainda oitos soldados israelenses e dois membros do Hizbollah mortos. Desde então, Israel ataca o Líbano por ar, terra e mar.

O Hizbollah também lança dezenas de foguetes Katyusha contra o norte de Israel diariamente. O saldo de vítimas é de mais de 600 mortos no Líbano [dos quais cerca de 520 são civis, e inclui sete brasileiros] e 55 israelenses [20 civis].


Escrito por Alexandre Carvalho às 17h18
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Papa Bento 16 pede cessar-fogo imediato de guerra entre Israel e o Hizbollah

da Folha Online

O Papa Bento 16 pediu neste domingo um cessar-fogo imediato no Oriente Médio.

"Em nome de Deus, me dirijo a todos os responsáveis por essa espiral de violência, para que as armas sejam depostas imediatamente por todas as partes", disse antes da benção dominical do Angelus, celebrada em Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas, perto de Roma. "Peço aos governantes e às instituições internacionais que não poupem nenhum esforço para obter o necessário fim das hostilidades, para o começo da construção, por meio do diálogo, de uma convivência estável e duradoura entre todos os povos do Oriente Médio."

Hoje, um bombardeio de Israel a um vilarejo no sul do Líbano deixou mais de 50 mortos, dos quais cerca de 20 eram crianças. O Hizbollah afirmou que o ataque "muda o curso da guerra" e que ele não ficará impune.

A "cada vez mais grave e trágica" situação no Oriente Médio mostra "que não se pode criar uma nova ordem e edificar uma paz autêntica quando se recorre ao instrumento da violência", disse Bento 16 a milhares de peregrinos. Ele denunciou as "centenas de mortos, os muitíssimos feridos e a massa enorme de refugiados" causados pelo conflito, "ao passo que, no coração de muitos, o ódio e a vontade de vingança parecem crescer".

O papa pediu ainda que continue e seja intensificado o envio de ajuda humanitária à população afetada e que Deus "conceda paz a essa região e ao mundo inteiro".

No domingo passado, em Les Combes, localidade nos alpes italianos onde passou a primeira parte de suas férias de verão, Bento 16 já havia se pronunciado pelo fim imediato dos combates.

Com agências internacionais

Escrito por Alexandre Carvalho às 17h14
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Vaticano pede para mundo não ser "indiferente à violência"

da Ansa, em Roma

O jornal vaticano "Osservatore Romano" dedicou novamente especial atenção ao sofrimento de civis no conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah e afirmou que esta "escalada cotidiana de violência e mortes não pode e não deve tornar as pessoas indiferentes."

No editorial, que será publicado neste domingo, o jornal recorda também os numerosos pedidos de imediato cessar-fogo pronunciados pelo papa Bento 16.

O último desses pedidos do papa foi feito na sexta-feira, quando o pontífice deixava Les Combes ao término de suas férias em Valle de Aosta, para viajar ao Castel Gandolfo, a poucos quilômetros de Roma.

O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo pelo Hizbollah no último dia 12. Desde o início dos confrontos, a violência já deixou cerca de 450 mortos no Líbano --entre eles, mais de 385 civis, 20 soldados libaneses e 35 terroristas-- e mais de 52 mortos em Israel, sendo 19 civis. Entre os mortos no Líbano, há sete cidadãos brasileiros, três deles crianças.

Escrito por Alexandre Carvalho às 17h12
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Papa Bento 16 faz apelo por cessar-fogo imediato no Líbano

da Efe, na Cidade do Vaticano

O papa Bento 16 fez neste domingo na cidade alpina italiana de Les Combes um apelo às partes envolvidas no conflito no Oriente Médio para que os combates cessem 'imediatamente' e para que seja permitido o envio de ajuda humanitária aos civis atingidos na região.

Bento 16 --que pediu que este domingo seja de preces e penitências pelo cessar-fogo entre israelenses e libaneses-- defendeu que com a ajuda da comunidade internacional se busquem as "vias para o diálogo".

"Renovo com força o chamado às partes em conflito pelo cessar-fogo imediato e para que se permita o envio de ajuda humanitária e para que com a ajuda da comunidade internacional se busquem caminhos para o começo das negociações", disse o papa perante milhares de pessoas reunidas em Les Combes, no Vale de Aosta, para a prece do Ângelus.

O papa acrescentou que "aproveitava" a ocasião para "reafirmar o direito dos libaneses à integridade e à soberania de seu país, o direito dos israelenses a viver em paz em seu Estado e o direito dos palestinos a ter uma pátria livre e soberana", como sempre defendeu o Vaticano.

Bento 16 disse que se sente "muito próximo" da população civil desarmada, "injustamente golpeada em um conflito do qual só são vítimas". O papa fez menção à população da Galiléia, "obrigada a viver nos refúgios", e "às grandes multidões de libaneses, que mais uma vez vêem destruído seu país e tiveram que abandonar tudo para buscar escapatória em outras partes".

O pontífice elevou a Deus uma "dolorida prece" para que as aspirações de paz "da grande maioria" da população possam ser alcançadas o mais rápido possível, "graças ao compromisso das autoridades".

Ajuda

Ele fez também um chamado a todas as organizações de caridade para que levem a esses povoados "a expressão concreta da solidariedade".

Frente ao agravamento da situação no Oriente Médio, o Conselho Pontifício "Cor Unum", que se encarrega de distribuir a caridade do papa, já enviou em nome de Bento 16 uma primeira ajuda para socorrer os milhares de desabrigados.

A ajuda pretende iniciar um projeto da Caritas do Líbano, a Custódia da Terra Santa e outros fundações católicas para abastecer esses povoados de colchões, cobertores, lençóis, água potável, alimentos, remédios e produtos higiênicos.

O Conselho Pontifício também abriu uma conta em um banco italiano para recolher fundos para as áreas libanesas afetadas pela ofensiva militar israelense.

Oração

Bento 16 lembrou hoje que, na quinta-feira passada (20), 'frente ao agravamento' da situação no Oriente Médio, convocou os fiéis, especialmente os das três religiões monoteístas (cristãos, judeus e muçulmanos), para que dediquem o dia de hoje a rezar pela paz na região.

Seu chamado foi divulgado pelas igrejas locais, que hoje organizaram momentos de preces.

O papa colocou "toda a humanidade" nas mãos de Deus e fez votos para que as rezas de todos os fiéis sirvam para que "os amados povos do Oriente Médio sejam capazes de abandonar o confronto armado e construam com a audácia do diálogo uma paz justa e duradoura".

Ele expressou, nos últimos dias, sua satisfação com a abertura de um corredor humanitário no Líbano e acrescentou que após esta medida a seguinte tinha que ser a 'trégua imediata'.

O papa também afirmou que embora o Vaticano "não entre em política", faz todo o possível pela paz. Na semana passada, o deputado Saad Hariri --filho do ex-premiê assassinado Rafik Hariri --reuniu-se com o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Angelo Sodano, a quem o libanês pediu ajuda para um cessar-fogo em seu país após os ataques de Israel.

Escrito por Alexandre Carvalho às 17h07
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Papa elogia decisão de abrir um corredor humanitário no Líbano

da France Presse, em Roma
da Efe, em em Nova York

O papa Bento 16 saudou nesta sexta-feira a abertura de um corredor humanitário no Líbano e afirmou esperar que uma trégua seja acordada imediatamente depois.

"Acredito que a abertura de um corredor humanitário já é um fato positivo. Esperamos que uma trégua ocorra imediatamente depois de sua inauguração", declarou o papa à imprensa em Les Combes, no Vale d'Aosta (norte), onde passa as férias.

Bento 16 lembrou o dia de prece em favor da paz no Oriente Médio, para o qual convidou os fiéis.

"É um gesto diante de Deus, mas que também é percebido pelos homens. Espero que ele também seja notado pelos responsáveis políticos", disse.

Compromisso

Israel se comprometeu nesta sexta-feira a permitir a entrada de ajuda humanitária no Líbano através de corredores humanitários, enquanto suas operações militares continuam contra o grupo terrorista libanês Hizbollah.

O embaixador de Israel na ONU (Organização das Nações Unidas), Dan Gillerman, voltou a afirmar que seu governo tem conhecimento da deterioração da situação humanitária no Líbano e decidiu abrir passagens terrestres para a distribuição de alimentos, remédios e outros bens básicos.

"Eu gostaria de informar ao Conselho [de Segurança] que vamos estabelecer um corredor humanitário de entrada e saída para satisfazer às necessidades da população libanesa atingida", afirmou o diplomata israelense.

Gillerman fez o anúncio durante discurso diante do Conselho de Segurança (CS), reunido hoje para analisar a crise no Líbano. No texto do discurso distribuído previamente à imprensa não constava o compromisso de estabelecer corredores humanitários.

"Pela maneira com que Israel anunciou sua aceitação de um corredor humanitário, parece que temos de homenageá-la, por sua solidariedade depois de toda a destruição que causou no Líbano e dos bloqueios aos comboios de ajuda humanitária", respondeu imediatamente o representante do Líbano, Nouhad Mahmoud.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, assim como a maioria dos membros do CS, havia pedido a Israel que permitisse a criação de corredores humanitários.



Escrito por Alexandre Carvalho às 17h05
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